quinta-feira, 11 de julho de 2013

Garimpos do Interior: comida valiosa




Não é pé sujo, mas tem todo o romantismo de um lugar simples, onde as pessoas comem e bebem bem, como se tivessem na cozinha de uma fazenda.

Estamos falando do Garimpos do Interior, localizado no Alto da Lapa em São Paulo, onde além da cachacinha e da cerveja bem gelada você pode comer um leitão à pururuca daqueles de omitir para o médico.
Ah, tem também costela, galinha caipira....

Os pratos são fartos e a única propaganda enganosa do local é dizer que estes vêm em  porções individuais.
Só se for porção individual para o Fred Flintstone.
 Com pessoal de Brasília e de São Paulo, a turma do blog se deliciou e pediu ambulância na porta, de tanto que comeu. Sentido horário: o  papa Eugênio Pachelli Sena, Carmola,  Washington, Chico Almeida (correspondente do blog  em Brasília), Jacinta Sena, Lúcia Palmieri e  Julio César.


domingo, 7 de julho de 2013

Salim, o rebelde resistente da kafta e da esfilha: não passarão!

 

Em Brasília, há uma faixa de Gaza. Quem diria?

E quem resiste, com barricadas de esfihas, kaftas e cerveja gelada é o Salim.

Colado a um dos restaurantes árabes mais frequentado do Distrito Federal 9Beiruth), o Salim tem uma portinha onde resiste aos olhos gulosos de seu vizinho.

Vizinho que já comprou um espaço do outro lado da Cozinha do Salim, deixando o mesmo agora entre dois fogos. Ou fogões.

Além de resistir ao assédio do vizinho rico, o Salim ainda cutuca a famigerada revista Veja, que faz questão de não vê-lo e não publicá-lo em sua edicão exclusiva de Brasília.

Salim, no entanto, resiste. Sem perder a ternura e o bom humor jamais.

Shalom aleikhem, Salim!!!
 Veja pisa na esfiha até em não divulgar o Salim

 O Salim limpa a mesa, ladeado pelo vizinho que não tira o olho guloso de cima do rebelde.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ramsés III, o nosso primeiro



O faraó Ramsés III é o meu predileto. O homem era um copo da maior categoria. 
Em certa ocasião, ao resolver dar um presentinho aos sacerdotes do Templo de Amón, doou aos cabras 466 mil e tantas ânforas de cerveja provenientes de sua cervejaria particular, pedindo escusas pela modéstia da quantidade ofertada. 
Isso dá em torno de 1.000.000 [um mihão] de litros da bebida. Um gentleman, em suma.

Do amigo de facebook e de bom gosto por cerveja gelada e pé sujo, Luiz Antonio Simas.

O reinado de Ramsés III durou de 1.194 a 1.163, durante portanto 31 anos, de muita bebedeira

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Guadalupe, cerveja e cinema


 Adailton e Washington, bebendo sem tomar o ônibus

O blog tirou os pés da triste e linda Zona Sul (obrigado, Raulzito!) e foi parar em Guadalupe.

O bairro do Subúrbio do Rio que fica já próximo da BR-101 (Rio Santos) é um lugar que tem seu lado bucólico, onde a amizade impera.

Lá fomos beber no Craque do Bacalhau, onde ficamos numa mesa no meio da rua, com toda a tranquilidade do mundo, pois em Guadalupe, a calçada e o meio fio são litralmente do povo.

Cerveja gelada, carne de sol com aipím e bolinho de bacalhau.

Querem mais?

O co-editor deste blog, Washington, esteve lá companhia do jornalista e cineasta José Carlos Asbeg e do produtor cultural Adailton Medeiros, que mantém uma sala de cinema que é coisa de cinema num aconchegante shopping no centro do bairro, o Ponto Cine (mais notícias em breve na revista Brasileiros) 

Pois é, quase  não arredamos nossos pés de lá.

Guadalupe, nós voltaremos. E isso não é uma ameaça.

Abaixo, uma craitiva propaganda de venda de pipas e José Carlos Asbeg forçando a memória para lembrar de seus tempos de criança.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um bar que só vende líquidos. Principalmente, cerveja. Oba!!!!!



Um bar com mesas e cadeiras nas ruas, cerveja gelada e samba de primeira.

Estamos falando do Rio de Janeiro?

Não, estamos falando de um bar em Manaus, o Caldeira.

Próximo ao Teatro Manaus, o bar é animado que só.

Agora, não peça um espetinho de pirararucu, um caldinho de peixe, nada disso.

O bar só vende líquidos. Cerveja em sua maioria.

Foi neste bar que Vinicius de Moras comemorou uma ida a Manaus, em 1974.

Na parede, uma foto imensa do nosso poetinha. 

Agradecimentos a Luana, Amélia e Paulo Sérgio Addario que nos receberam no Amazonas, e nos dedicaram rios de gentileza.
Luana, Amélia, Paulo Addario, Washington e Carmola
Quem não gosta de dança.....

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ao Chico, no balcão que estiver




Foi para o outro lado do balcão um garçon que era muito amigo do pessoal do blog e dos frequentadores da Adega da Praça São Salvador, no Flamengo.

Recebemos a notícia do falecimento do cearense Chico, nosso amigo de todas as horas, de balcão e de mesa. 

Chico acompanhou o nascimento do blog e nos ajudou a embalá-lo quando este chorava por cerveja já em sua tenra idade.

Chico raramente sorria, mas era de uma ternura sem igual.

Sempre tinha uma palavra bem humorada aos nos atender.

Tornou-se nosso amigo para sempre.

Luiz Fernando Veríssimo diz que se uma pessoa, que se diz amiga de todo o mundo,  tratar mal um garçon, esta pessoa não é uma boa pessoa.

O Chico sempre foi considerado por nós e pelos frequentadores da Adega e sempre também foi cordial com todos.

À família do Chico nossos sentimentos.

E, Chico, onde estiver, sempre nos proteja dos garçons que atendem mal, dos donos de pé sujo exploradores e dos chatos de balcão.

domingo, 2 de junho de 2013

Pimenta, cerveja e Peixe Boi



Em busca de novas aventuras, o blog foi até o Amazonas para verificar se os bares e restaurantes flutuantes  dos vários rios que cortam Manaus, realmente deixam os frequentadores tontos.
Não em relação a bebida ingerida mas sim pela flutuação dos próprios.

E foi nesta peregrinação que encontrou o Peixe-Boi: um flutuante administrado pela paulista Ana Maria, que fugiu da loucura da cidade grande há 25 anos para mergulhar nas águas amazônicas.

Ana é famosa pelo peixe que serve, pela cerveja de garrafa, sempre gelada, e pelas pimentas que planta em canoas. 

Portanto, do Peixe boi  o frequentador pode sair com a pança cheia, ardido e refrescado. 

Dona de um bom papo, Ana é daquelas que se senta à mesa dos clientes, dá um dedo de prosa e ainda dá uma pé de pimentinha de presente.  Pimentinhas com as quais bate longo papos nas horas vagas. 

Por falar em dedo, às vezes, na correria da cozinha, diz ao cliente que apimentou o prato com  "Dedo de Moça", uma pimenta que não arde muito, em vez de "Murupi", saborosa, cheirosa, mas digna do Corpo de Bombeiros.

Mas o que o blog gostou mesmo de ouvir  foi que, mesmo não tendo energia elétrica, ela procura manter a cerveja sempre gelada e que, apesar do trabalho de transportar para um flutuante garrafas e garrafas, ela não abre mão de servir as preferidas do blog: 600 ml. 

Aplausos apimentados para Ana Maria. 


 O bom humor faz parte do ambiente.

 Canoas hortas, onde Ana planta as pimentinhas.


Não só planta como conversa com as danadas.



 Tina, a mascote do Peixe Boi

O por do sol é mais uma das atrações do restaurante