sábado, 27 de junho de 2015

Para meus amigos de infância, notícias do nosso amigo Giannotti

Meus amigos de juventude, ontem voltei 35 anos no tempo e fui a um dos locais onde íamos pousar nossas loucuras.

É, como podem perceber, fui ao bar do Toninho, o Amigo Giannotti, no velho e bom Bixiga, e tenho boas notícias.

Todos estão bem. O Toninho está beirando os 85 anos e continua o mesmo falador simpático, afetuoso.

Perguntou da turma da Vila e eu disse que estamos bem.

Bom, o Savério, filho do Toninho - lembram? -, como um bom filho de italiano, siciliano, era esquentadinho, agora está bem mais gordinho e muito mais calmo, dentro dos seus 51 anos.

O Savério é quem agora faz as fogazzas, pois a dona Mídia, aos 84 anos, está com problema de visão.

Mas a família toda trabalha lá. Os que não trabalham passam por lá sempre.
O Savério já é avô de uma garota de 10 anos. Acreditam?
Portanto, o Toninho e a dona Mídia são bisas. Que coisa!!!

Ah, o Biotômico gigante de madeira continua lá, como podem perceber nas foto.
Ele fica na porta, ao lado do Santo Antônio.
O santo naquela escultura de madeira, no  qual o Toninho colocava um surrado pano de prato no rosto  toda vez que começávamos a contar piadas mais imundas.

O santo homenageado na rua onde ficava o boteco vivia sempre às escuras, pois não lembro de ter contado ou ouvido piadas limpas naquele santuário etílico.

As antiguidades pelas paredes e chão diminuíram, mas o Toninho fez questão de me mostrar um quadro com um pôster que eu trouxe para ele da Itália, em 1992.
É mole?

Pois é, meus amigos, fiquei muito feliz em voltar a um pé sujo da minha juventude.
Juventude que passei ao lado de vocês e que parece que foi ontem de noite.

Ficamos de voltar qualquer dia.
Só espero que não o faça daqui há 35 anos.

Sem mais, com carinho, Washington.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Puta papo no Bar das Quengas



O blog foi a Lapa e não perdeu a viagem.
Domingo, céu nublado, o co-editor deste blog, Washington, e o colaborador contumaz, Serginho, seguiram do Flamengo a Lapa, caminhando ao encontro de Priscila Rosário, diretora-presidente da distribuidora de filmes Tucuman, uma das maiores futuras distribuidoras de cinema do mundo.

E foi no Bar das Quengas, com todo o respeito, que batemos um papo muito legal sobre cinema, política, enfim, coisas da vida.

O Bar das Quengas fica numa esquina da Mem de Sá com a Washington Luis, nada ver com este co-editor que vive se defrontando com ruas e avenidas com o seu nome.

Mas o nome que muito nos agradou, eu e Serginho, foi o do bar, Bar das Quengas.
Que beleza poética que os pés sujos da vida nos agracia!!!

sábado, 20 de junho de 2015

quinta-feira, 4 de junho de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Noel Rosa - Com que Roupa ?

Num esforçadíssimo esforço de reportagem, o blog foi além mar e descobriu que não é que o Adamastor foi mesmo para Portugal com a cachopa? 
Infelizmente, o Adamastor e a amiga do |Noel fecharam o restaurante para o almoço e depois foram degustar um pastelzinho de Belém não dando condições para que nós o entrevistássemos. 
Fica para a próxima, ó pá!
Quer um palpite feliz, então?
Fique com o Noel. 

O meio termo

O co-editor deste blog, Washington Luiz de Araújo,  
tem muita vontade de conhecer este seu parente, 
que resiste às tentações vizinhas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Bar do Torto com a alma certa de Garrincha


Do amigo e correspondente do blog em Curitiba, René Ruschel, este texto feito originalmente para a revista Carta Capital, mas "roubatilhado" por este blog que adora histórias como a do |Magrão. Não é sobre o Sócrates dos pés pequenos e grande humanista jogador de futebol, mas sim o Magrão apaixonado pelo maravilhoso Garrincha, o nosso Charles Chaplin, Carlitos do futebol. 

Veja este trecho e depois corra com os dedos para ler o já compartilhado da Carta Capital pelo bemblogado.com.br do texto lúdico como um passe de Garrincha, perpetrado (gostaram?) pelo nosso craque das teclas, o René:  
"Magrão não faz planos. Toca a vida. Além dos projetos de cultura popular, decidiu transformar em relacionamento verdadeiro um amor platônico que dura 25 anos. Declarou-se à mulher amada à moda antiga. Enviou uma carta escrita à mão, uma rosa e abriu seu coração. Enquanto espera uma resposta, Garrincha e o Bar do Torto continuam a ocupar plenamente sua alma e seu coração." 

Leia abaixo na íntegra a história do Bar do Torto, um bar escrito com a alma certa. Alma de apaixonado. 

Por René Ruschel em Carta Capital – 

Como Garrincha, seu ídolo, Magrão desconcerta os “joões” da vida

Odair José e Walter Branco
Retratos. O boteco promove rodas culturais, como uma que reuniu Odair José e Walter Branco
Bar do torto, bairro de São Francisco, em Curitiba. A arte e a genialidade que levaram Mané Garrincha à fama compõem um cenário de catedral. As paredes cobertas por fotos, quadros e recortes de jornais parecem uma arquibancada do tempo, uma via-sacra por estações semidivinas com a saga do “Anjo das Pernas Tortas”. Quem as contempla não consegue evitar a reverência pela figura emblemática. Nenhuma lembra a dor, a tristeza ou o fracasso. Apenas os dias de glória, como convém aos ídolos.
A ideia nasceu da cabeça de Arlindo Ventura, o Magrão, paulista de Mauá, na Grande São Paulo, que se mudou para Curitiba em 1989. Seu primeiro emprego foi em um bar. Ficou um ano, antes de iniciar uma romaria por outros da cidade. Servia à noite e de dia completava a renda com o serviço de manobrista em estacionamentos da cidade. “Cheguei a ficar 36 horas acordado” lembra.
Magrão tinha um sonho, conhecer Londres. Depois de juntar umas moedas, tentou entrar no Reino Unido em 2002. Barrado no aeroporto, acabou deportado. Antes de voltar ao Brasil, teve tempo de flanar por Paris.
Em 2003, correu atrás de outro objetivo, montar o próprio negócio. O nome do bar surgiu ao acaso. Ao rever um velho documentário sobre Garrincha, lembrou-se da mania do craque do Botafogo e da Seleção Brasileira de dar apelido aos colegas. Sobre qual alcunha dera a si mesmo, Garrincha: “Eu sou o Torto”. Nascia a ideia do Bar do Torto em 5 de fevereiro.
A paixão pelo ídolo vem da infância. “Ouvi falar de Garrincha pela primeira vez no dia de sua morte. A partir de então, comecei a ler e me interessar por tudo sobre sua vida.” Nesses 12 anos, O Torto transformou-se em um ícone da culturaunderground e, Magrão, em um agitador de parcerias impossíveis capaz de quebrar até a sisudez e a desconfiança dos curitibanos.
Em 2008, para comemorar os 50 anos do primeiro título Canarinho, na Copa do Mundo na Suécia, instalou uma mesa na rua, em frente ao bar. Convidou Ulf
Lindberg, o filho sueco de Garrincha, fruto de uma aventura com uma camareira em 1959, a crônica esportiva da capital e quem mais se interessasse pelo tema. Denominou o evento de “Quadra Cultural”.
A iniciativa consolidou-se. Em 2011, sentaram à mesma mesa o maestro, compositor e arranjador Walter Branco, que trabalhou com Tom Jobim e João Gilberto, e o cantor Odair José. O debate rendeu uma apresentação no Teatro Guaíra. A produção foi sustentada pela distribuição e venda de ingressos no bar a preços populares. A diferença, Magrão, o mecenas anônimo e solitário, completou do próprio bolso. Também passou pela “Quadra Cultural” o cantor Jerry Adriani. Neste ano, o convidado é Rolando Boldrin. “Quero retribuir aquilo que a vida me deu.”
Não é uma frase de efeito. Em janeiro de 2014, no auge das manifestações contra a Copa do Mundo, em São Paulo, um metalúrgico que voltava da igreja em companhia da mulher e o filho de 5 anos teve seu Fusca 1965 incendiado em plena Avenida Paulista. Era o veículo de passeio e trabalho. Sem o carro, precisou levar, nas costas, um portão. Em Curitiba, Magrão assistiu ao drama pela televisão. Emocionado, decidiu presentear o metalúrgico com uma Brasília amarela, seu xodó.
Um grande presente veio no Natal de 2014. O escritor francês radicado em Nova York Dominique Beaucant resolveu homenagear Garrincha, um de seus ídolos, com o lançamento de um livro nos Estados Unidos (Garrincha, o Rei dos Reis – O divino anjo voa novamente), ilustrado com 245 fotos. Sem nunca ter pisado no Brasil, Beaucant descobriu a odisseia de Magrão em Curitiba e as imagens do bar e de um de seus quadros ilustram a capa e contracapa da obra. Antes, a banda O Rappa escolhera O Torto como cenário para o curta-metragem Fronteira (D.U.CA.). Xandão, integrante da banda, gosta de frequentar o bar quando pode. Em uma certa tarde, o bar semiaberto, para um táxi e a passageira entra e pede para conhecer a casa. Era a cantora Elza Soares, ex-mulher de Garrincha, que fez questão de abraçar o comerciante. Durante a Copa do Mundo no Brasil, o jornalista francês Thomas Badia assistiu a uma partida no Torto e publicou no diário Le Monde a história do Le Grand Maigre.
Magrão não faz planos. Toca a vida. Além dos projetos de cultura popular, decidiu transformar em relacionamento verdadeiro um amor platônico que dura 25 anos. Declarou-se à mulher amada à moda antiga. Enviou uma carta escrita à mão, uma rosa e abriu seu coração. Enquanto espera uma resposta, Garrincha e o Bar do Torto continuam a ocupar plenamente sua alma e seu coração.