sábado, 26 de setembro de 2015

Debate acalorado num pé limpo de alma suja


No sentido horário, o co-editor Washington Araújo, a pésujete Cristina Vermelho, o Co-editor Américo Vermelho, Cícero Rodrigues e Silvia Penteado. 

Mais uma reunião das mais produtivas no Boteco da Praça.

Enquanto a nossa Adega, sede oficial deste "Tire as mãos do meu pé sujo" não nos é entregue, em razão de uma reforma que nunca acaba, vamos nos reunindo num "pé limpo" de alma suja.

Desta vez, tivemos como convidados ilustres os comunicadores Silvia Penteado e Cicero Rodrigues.

Limpamos a pauta, discutindo, debatendo sobre tudo e todos.
De fitoplâncton a Pablo Escobar, do reacionarismo latente presente em nossa sociedade á doçura de Amelie Poulain, da burocracia que nos sufoca à histórias da vida que mais parecem novela, fomos derrubando todos os assuntos de forma definitiva (pelo menos nesta noite).

Às vezes o tom subia, se acalorava. Mas nada que um gelada não esfriasse.

Tarde da noite, cadeiras, em cima das mesas, água no pé, no final das contas, pagamos a dolorosa e parte dos presentes continuou com pauta extra na praça.

A diretoria deste blog mais do que sujo agradece aos convidados e, de antemão, pede desculpas por algum arroubo deste co-editor. Ah, o outro, o Vermelho, é indesculpável.


sábado, 19 de setembro de 2015

Naquela mesa....


O time do só alegria: Nosso visitante, Ricardo, Washington, Serginho, Américo e Vitor

Não tem jeito. É só sentarmos na última mesa do Boteco da Praça, coladinha ao banheiro, para rirmos muito, de tudo e de todos.

Foi assim na noite de sexta. Rimos, fotografamos, falamos mal dos ausentes....
Pois, como disse o eterno Ariano Suassuna, só devemos falar mal das pessoas pelas costas, pois cara a cara dá um constrangimento....

Falamos bem somente da pésujete Cris que, no momento, faz uma tournée pela Europa, colhendo subsídios sobre os pés sujos do Velho Mundo.
Cultura, cultura...


Do outro lado do balcão, a Dani só observando os malucos falando bobagem
 
Este amor demais antigo..... 
 Não entro, mas bebo
Na saída, ainda fomos ao "inimigo", boteco mais "coxinha" da São Salvador.
Lá, como este co-editor do blog tem palavra, fiquei do lado de fora.

Eu e o outro co-editor, o Américo Vermelho, temos um código de honra de evitar adentrar o recinto do "inimigo", pois lá só vende chope, não nos permitindo degustar a sagrada gelada engarrafada em 600 ml.  
Mas como o senhor Vermelho, quando bebe, esquece-se dos compromissos, quando percebeu, já estava lá dentro. 

Eu, não, mantive-me firme, do lado de fora.
O chopinho? Bem, o chopinho, quem há de resistir?

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Lua, conhaque e Drummond




Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo (Drummond)

Obs.: Como meus recursos de equipamento e talento são ínfimos, ao contrário do co-editor Américo Vermnelho, resolvi ampliar as fotos e invadir o texto. 
Tudo em homenagem à lua e... ao conhaque. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sem pé sujo, mas com alma lavada

Nossa adega, sempre nossa, mesmo fechada. Sem sombra de dúvidas.

Nossa eterna Adega da Praça está passando por cirurgia plástica.

Órfãos temporários da cerveja gelada e da descontração de nosso boteco pioneiro, fomos para o Boteco da Praça, um filho da adega, mas com ares mais sofisticados, com jeitão de filho desnaturado.

Mesmo cientes de que íamos encontrar muita limpeza, levamos toda a nossa alegria ao local, sabedores que de que o pé sujo saiu da gente temporariamente, mas nós não saímos do pé sujo.

E foi com este período que fechamos, no bom sentido, o Boteco da Praça na noite de sexta para sábado, 28/29 de agosto último.

Foi uma noite de muitas piadas, chistes, boutades, ironias e sarcasmos.
Rimos, rimos muito. Até ficar sem dó da gente.

Ah, passou, de forma fortuita pelo local, o nosso co-editor deste blog, Américo Vermelho.
De forma tão fortuita que não estava presente para a foto histórica abaixo, quando mostramos como se fecha um boteco.

No flagrante, podemos vislumbrar as presenças deste editor, Washington, do filósofo passarinho Vitor, da acadêmica Cris Vermelho e do discreto, mas sempre farrista, Serginho.



Já no outro dia, os filhos do Vermelho compareceram em peso.
E o pai, nosso co-editor Américo Vermelho,  não é que foi o último a chegar!!!
Na foto, Caio, Renan, Ian, Gabi e Américo.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Reunião de diretoria

Priscila Rosário, Washington Luiz, Cristina Vermelho, Américo da mesma cor e Arlindo bronzeado.

ATA, Reunião de Diretoria com a presença corpo diretivo do "Tire as mãos do meu pé sujo", realizada em 03 de agosto de 2015.

Presentes: co-editores Américo Vermelho e Washington Luiz Araújo, repórter: Cristina Vermelho; convidados especiais: Arlindo e Priscila.

Na ocasião foram debatidos vários temas importantes para os dias que se seguem.
A saber: reforma do Adega da Praça, críticas desconstrutivas a Eduardo Cunha e companhia nada bela; considerações sobre a rodada do futebol, cada vez mais rodada e menos futebolística, e assuntos diversos;

Ah, e contra golpe que tentam aplicar no país, sorvemos vários goles de cerveja gelada e todos reunidos concluímos, unanimemte: não passarão. Golpe? Nem de ar.

Por ser segunda-feira e dada a idade provecta dos membros masculinos (opa!) da diretoria, a reunião encerrou-se 'as 22 horas.

Sem mais, assinado,

Membros inferiores do "Tire as mãos do meu pé sujo".


Adendo: Esteve  igualmente presente, o sócio-fundador Sérgio Rodrigues. No entanto, pelo fato do mesmo ter resolvido por conta própria, sem consultar seus consorciados, de ingerir somente água, foi instado a se retirar.

domingo, 5 de julho de 2015

Cachaça Século VIII: uma boa velhinha de 240 anos


 
Por Renato Pinto Flor

Tem coisas que só quem roda por ai encontra. Entre um boteco e outro, nas estradinhas do sul de Minas Gerais, nós, do moto clube Arcanjos, encontramos um alambique bicentenário numa fazenda que pertence a um sobrinho distante de Tiradentes. Há oito gerações se produz a cachaça artesanal Século XVIII. As instalações são basicamente as mesmas. O barracão de bagaços se mantém erguido com toras e coberto com telhas de barro. A base do moinho ainda é feita de pedras e tocado por uma roda d´água. A fornalha que aquece o alambique é alimentada pelo bagaço da cana e o líquido que pinga do alambique é resfriado por água corrente, desviada de um riacho próximo. Até a cana usada na produção é orgânica e a mesma de anos atrás.

Eles plantam feijão no meio do canavial a fim de enriquecer o solo para o cultivo da cana, sem necessitar de defensivos químicos, mantendo a cachaça o mais natural possível. O Alambique fica na cidade de Coronel Xavier Chaves. O tal coronel era bisneto da irmã de Tiradentes, Antônia Rita da Encarnação Xavier, a cidadezinha fica entre Tiradentes e São João Del Rei; Lá está o Engenho Boa Vista, que produz a cristalina cachaça Século XVIII e é considerado o mais antigo engenho em atividade no país.

Ao entrar no rústico barracão encontra-se, além de toda a parafernália de produção, um balcão de madeira mal iluminado, próximo a um fogão de lenha e um senhorzinho servindo cachaça em pequenos copos e falando sem parar. Do fogão saem linguiças cortadas em rodelas, que são consumidas entre um gole e outro da “marvada”.

Ele conta que o engenho foi construído em 1755 e, desde então, nunca parou de fazer o produto artesanal de boa qualidade. Quando questionado como envelhece o precioso líquido, o simpático senhor diz que sua cachaça não é envelhecida em barris de madeira, "minha cachaça é cristalina, não tem vergonha de ser cachaça". O envelhecimento se dá nas próprias garrafas.

De tanto experimentar a danada, esquecemos de perguntar o nome do sábio velhinho, mas no meio de três ou quatro cachorros que ali vivem, circulam os visitantes e também o Luiz Fernando, herdeiro da fazenda, ou simplesmente Nando e seus dois filhos. Muito simpático nos contou que para beber cachaça é preciso respeitar algumas regras:

1 - Beber apenas em momentos de alegria;

2 - Beber apenas acompanhado de amigos;

E ainda conta, que visitado por um hepatologista cachaceiro, aprendeu que o fígado  tem limites e ensina uma fórmula para beber com saúde. Deve-se observar a densidade do álcool que é de 0,8 kg/m³, multiplicá-la pelo teor alcoólico (% Gay Lussac) e depois pelo volume (ml) consumido. Para um consumo saudável o resultado da conta deve ser menor que 20, caso o cálculo refira-se há um dia ou menor de 100 se aplicado ao consumo semanal. Vale lembrar que o volume é cumulativo.

A cachaça realmente é diferenciada, não sei se bebida fora daquele contexto será tão saborosa, mas o fato é que a situação transporta quem está por ali para um distante passado onde não era pecado beber cachaça nem comer linguiça usando as próprias mãos.

Integrantes do moto clube Arcanjos não só apreciaram como
ouviram palestra sobre a cachaça Século VIII