quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estamos em boa companhia



"O álcool ! Suprimam-no e adeus código, adeus júri, adeus paixões !

Na conta corrente do Crime seu débito é tremendo. Mas que lindo saldo tem na conta corrente do Sonho !

Suprimam-no e a tristeza da vida aumentará. Ninguém calculou ainda a soma de momentos felizes, de sonhos róseos, de êxtases que borbotaram do seio das garrafas."

Monteiro Lobato


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O samba e os bares estão de luto


Já disseram que o poeta não morre, encanta-se. Encantou-se Luiz Carlos da Vila.

Tive o prazer de vê-lo na festa do meu aniversário em maio último quando completei 50 anos. Foi um presente e tanto. Cantou quase uma hora e olha que seria somente um canjinha.

Uma das músicas mais bonitas de Luiz Carlos da Vila era "O show tem que continuar". Era uma espécie de um epitáfio otimista, se pode haver felicidade na morte.

Mas como ele não morreu, encantou-se, continuemos a cantá-lo.

Cantar Luiz Carlos que se intitulava das Vilas, pois tinha raízes na Vila da Penha e apêgo com Vila Isabel. Podemos chamá-lo também de Luiz Carlos das Vidas, pois tinha muitas vidas no seu cantar.

E continuará vivendo, encantado, cantando

"Nós iremos até Paris
Arrasar no Olímpia
O show tem que continuar

Olha o povo pedindo bis
Os ingresso vão se esgotar
O show tem que continuar

Todo mundo que hoje diz
Acabou vai se admirar
Nosso amor vai continuar
"

Por Washington Araujo

Abaixo, link de um show de Luiz Carlos da Vila no Circo Voador.
http://br.youtube.com/watch?v=OcJcvqwa-QM

domingo, 19 de outubro de 2008

Chegamos ao coração do "Império"






O blog chegou ao coração do Império (se bem que um império meio entrando em decadência, pós estouro da bolha imobiliária)....

Descobrimos esse pé-sujo no "Baixo Leblon" de Miami, bairro chamado Coconut Grove. O nome do bar é "Tavern in the Grove". Na primeira foto acima, em primeiro plano, o amigo e colaborador do blog Claudio Lovato, testemunha ocular, enquanto observa o movimento, traça uma legítima Bud.

Tá certo que, para os padrões brasileiro de pé-sujo, existem algumas diferenças que valem a pena destacar para os nossos leitores:

1 - o banheiro é limpo (o Washington, meu amigo também editor do blog, não gostaria desse detalhe...);
2 - Não vende cerveja de garrafa de 600 ml....somente a famigerada long neck (ok, ok... é uma Budweiser....que, agora, é "brasileira"...);
3 - Paga-se adiantado pela bebida....(isso é um supremo sacrifício para qualquer frequentador de botequim brasileiro).

Mas a turma é simpática, barulhenta como em qualquer boteco, mulheres bonitas e feias, gordos e magros, negros e brancos, enfim....um boteco!

sábado, 11 de outubro de 2008

EMPURRANDO COM A BARRIGA


Dizem que essa barriga toda do Cabral é de chope, na verdade é de cerveja de garrafa.
Veja como o copo se equilibra bem.

MANTENDO A BAGUNÇA NO CORETO


O coreto da Praça São Salvador não foi feito somente prá música.....A turma do blog já o utiliza como reduto de encontros etílicos...
Na foto, da esquerda prá direita, Vandinha "mãe de todos", Hélio, Castanha "Constelações", Mário "caixa d'água", Serginho "Bola News", Washington do "pé sujo", Jorge "elevador", Tania "elevada" e Wania "Diversidade".

sábado, 27 de setembro de 2008

Crise de identidade


A turma aqui do blog já viu muita gente boa sofrendo de crise de identidade nos botecos da vida.....sacumé, né? ...uma cerveja a mais aqui, um dose a mais alí, um amor perdido acolá.....

Mas é a primeira vez que vemos uma RUA penando do mesmo mal.

Prá quem quiser conferir, essa fica à direita de quem entra na Rua da Passagem, em Botafogo...

...Ah, sim!!!...a rua em crise é simpática, afável, etc...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A culpa é do "seu" Biu


Amigos, veja no texto abaixo a explicação para a mais recente crise do sistema financeiro internacional....vista do ponto de vista do pé sujo da esquina.
(a imagem acima é meramente ilustrativa....o bar não é o do "seu" Biu e nem as pessoas são os fregueses quase todos bêbados e desempregados de que fala o texto).

O seu 'Biu' tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender
cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase
todos desempregados.

Porque decidiu vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o
preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os
pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu 'Biu', um ousado administrador formado em
curso de MBA ("emibiêi", prá quem não sabe inglês) decide que as cadernetas das dívidas do bar
constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro
ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais
recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS
ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o
que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de
capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,
cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

Esses derivativos passam a ser negociados como se fossem títulos sérios,
com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os "bêubo" da Vila Carrapato não têm
dinheiro para pagar as contas, o bar do seu 'Biu' vai à falência, e
toda a cadeia "sífu".